Violência nas escolas do Piauí alerta especialistas e professores
Na manhã do dia 13, dois jovens entraram armados na escola estadual Raul Brasil, em Suzano, região metropolitana de São Paulo. Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, de 25 anos, efetuaram disparos matando cinco alunos e dois funcionários da instituição e ferindo mais 11 pessoas.
Governador Wellington Dias (PT)
Os dois são ex-alunos da escola. No final da ação, o adolescente matou o homem de 25 anos e em seguida cometeu suicídio. O assassinato em série chamou a atenção da sociedade para temas como violência na escola, flexibilização da posse de armas e exposição de crianças e jovens a contextos que banalizam a violência.
Para o professor de História e Direito, Alessander Mendes, a sociedade tem focado na discussão das conseqüências deixando de lado a preocupação com as causas que desencadeiam crimes como este. Segundo ele, a principal causa seria a relação que os jovens, professores e todo o corpo escolar travam dentro dos muros escolares.
Uma das linhas de investigação do caso em Suzano é que o adolescente sofria Bullying na escola. Ele teria abandonado a instituição devido à violência sofrida. Para Alessander, a escola não pode mais fechar os olhos para as relações desestruturadas dentro de suas dependências.
Segundo ele, os casos de violência em escolas de todo o mundo mostram que antes do crime, os jovens apresentam sinais visíveis a pais e aos professores.


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